ROBOPel abre espaço para talentos, ideias e soluções criadas por estudantes

A 9ª edição do ROBOPel-214 reuniu mais de 60 projetos educacionais desenvolvidos por estudantes de Pelotas e de outros quatro municípios da região. Realizado na quinta-feira (9) e na sexta-feira (10), no Pelotas Parque Tecnológico, o evento abriu espaço para que alunos apresentassem trabalhos ligados à ciência, à arte, à tecnologia, à sustentabilidade e à economia criativa.

Participaram da programação escolas de Pelotas, Pedro Osório, Rio Grande, São Lourenço do Sul e Camaquã. Ao longo dos dois dias, estudantes, professores e visitantes puderam conhecer soluções criadas em sala de aula, experimentar atividades interativas e trocar experiências com instituições de ensino e parceiros do ecossistema local.

Idealizado para celebrar o aniversário de Pelotas e incentivar o protagonismo estudantil, o ROBOPel já integra o calendário anual do Parque Tecnológico. Em 2026, a programação voltou a ser realizada integralmente de forma presencial, depois de ter contado com atividades híbridas na edição anterior.

Segundo a diretora executiva do Pelotas Parque Tecnológico, Rosâni Ribeiro, o evento busca aproximar escolas, professores, estudantes e parceiros em torno do desenvolvimento de novos talentos. “O ROBOPel visa fortalecer a inovação, a educação, a cultura e a economia criativa por meio da arte, desenvolvendo os talentos que já existem nas nossas escolas. Eles vêm até aqui para apresentar os seus trabalhos”, afirmou.

Tecnologia para resolver problemas do cotidiano

Entre os trabalhos apresentados estava o projeto “Robô Lembrete — Dispensador de Medicamentos para Idosos”, desenvolvido pelas estudantes Sara Machado, Anthonela Xavier e Marina Costa, da Escola Municipal Nossa Senhora de Lourdes.

O equipamento foi criado para ajudar idosos a lembrar o horário dos medicamentos. Quando chega o momento de tomar o remédio, o dispositivo emite sinais visuais e sonoros. Depois do alerta, o usuário aperta um botão para que a dose seja liberada.

As estudantes relacionaram a criação ao aumento de casos de doenças que podem comprometer a memória, como o Alzheimer, e destacaram a importância de pensar em soluções que facilitem a rotina da população idosa.

A vice-prefeita de Pelotas, Daniela Brizolara, ressaltou que os projetos mostram como a tecnologia pode ser trabalhada dentro das escolas para responder a necessidades próximas da comunidade. “Podemos ver os nossos alunos da rede municipal e da rede privada trabalhando com tecnologia, pensando em sustentabilidade e nas possibilidades de trazer uma vida mais tranquila para toda a população”, declarou.

Jogos, materiais reutilizados e aprendizagem

A programação também contou com projetos desenvolvidos pelo Ateliê Maker, iniciativa do artista visual e educador André Barbachan. O espaço apresentou jogos e objetos criados a partir da reutilização de materiais e componentes tecnológicos.

Entre as experiências estavam uma corrida eletrônica controlada por botões, um sintetizador construído com papelão e Arduino e uma goleira movimentada por dois controles, na qual os participantes se revezavam entre defender e chutar.

De acordo com Barbachan, os projetos são pensados para auxiliar professores em sala de aula e estimular a aprendizagem por meio da experimentação. “No Ateliê Maker, desenvolvemos projetos que ajudam os professores e também objetos criados a partir da reutilização de tecnologias e materiais”, explicou.

Para os estudantes, a mostra também representou uma oportunidade de conhecer trabalhos de outras escolas e entrar em contato com diferentes áreas. Um dos participantes destacou que o evento permitiu apresentar o próprio projeto, encontrar novas ideias e buscar referências para futuras criações.

Empreendedorismo de forma lúdica

O Sebrae RS participou do ROBOPel com o Quiz Atitude Empreendedora, realizado em formato de “Passa ou Repassa”. A atividade utilizou perguntas e dinâmicas para trabalhar conceitos ligados ao empreendedorismo de maneira lúdica.

Segundo Bruna Radtke, representante da Regional Sul do Sebrae RS, a instituição participa do evento por meio de ações de educação empreendedora. “O nosso papel é desenvolver nos alunos o protagonismo e o perfil empreendedor, a partir do potencial que eles têm, para que possam desenvolver competências empreendedoras”, afirmou.

A programação ainda contou com cabine de fotos, experiências com óculos de realidade virtual do Projeto Educacional Equatorial Game e outras atividades destinadas aos estudantes que circularam pelo Parque Tecnológico.

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